Home Data de criação : 09/02/10 Última atualização : 11/10/17 11:36 / 2 Artigos publicados

Bem-Vindos  escrito em quarta 11 fevereiro 2009 08:23

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Apóstila de Teoria Musical  escrito em quarta 11 fevereiro 2009 08:43

Introdução à Harmônica Diatônica

Propriedades do som:

Todo e qualquer som musical possui simultâneamente quatro propriedades:

1
- Altura: é a propriedade que o som tem de ser mais grave ou mais agudo. Podemos diferenciar facilmente sons de alturas diferentes.
obs. Ao contrário do que se pode pensar, a altura nada tem a ver com o volume.

2
- Duração: é o tempo de produção do som. Dois sons de mesma altura podem ser diferenciados se suas durações forem diferentes. Essa propriedade dá origem ao ritmo.

3
- Intensidade: é a propriedade que o som tem de ser mais forte ou mais fraco. Dois sons de mesma altura e duração podem ser diferenciados se suas intensidades forem diferentes.

4
- Timbre: é a qualidade do som, que permite reconhecer sua origem. Dois sons de mesma altura, duração e intensidade, podem ser diferenciadas se seus timbres forem diferentes.

Notação Musical

A escrita e a leitura musical pode parecer, para um aluno iniciante, algo extremamente complicado. Porém se aprendermos corretamente as regras da grafia musical, descobriremos que estas são embasadas em conceitos simples e de fácil assimilação. Quanto mais o aluno estudar, mais perceberá que o complicado é adquirir um hábito de leitura e escrita - já que dificilmente colocamos esse item nos assuntos que estudamos diariamente, como técnica, harmonia, etc... É por isso que este assunto está colocado já no início do curso, no intuito de criar esse hábito desde o começo da instrução musical.

Como vimos, o som tem quatro propriedades: altura, duração, intensidade e timbre. As regras da grafia musical garantem a notação precisa destas propriedades.

A primeira propriedade do som que abordaremos a notação é a altura, para isso em primeiro lugar devemos conhecer o pentagrama:

O pentagrama, é um conjunto de cinco linhas que formam entre si quatro espaços como
podemos ver na figura 1:



É no pentagrama que escrevemos as notas, as pausas e as claves musicais. Seu funcionamento é bastante simples: As notas podem ser escritas tanto nas linhas como nos espaços, quanto mais à nota for escrita nas linhas ou espaços superiores, mais alta (aguda) ela será; quanto mais ela for escrita nas linhas ou espaços inferiores, mais grave ela será (figura 2)

A seqüência das notas obedecerá sempre à ordem da escala natural: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si (graus conjuntos) e podemos estabelecer que qualquer uma das linhas ou espaços vai ter a altura de qualquer uma das notas. Por exemplo, se dissermos que a primeira linha inferior é a nota dó, então o próximo espaço será ré, e a linha seguinte (segunda linha) será mi, e o espaço acima será fá e assim por diante como mostra a figura 3. Podemos escolher outras linhas ou espaços para ser a nota dó, como mostra as figuras 4 e 5. Podemos escolher outra nota, que não seja a nota dó, para servir como ponto inicial. Portanto para que se saiba a altura de todas as notas no pentagrama é preciso estabelecer a altura de uma única nota, porque automaticamente as demais alturas serão definidas. O sinal que utilizamos para estabelecer a altura das notas no pentagrama chama-se Clave.
Existem sete claves musicais, porém apenas três desenhos que são: a clave de Sol , a clave de Dó e a clave de Fá. 

Com esses três desenhos, temos as sete claves que são: Clave de Sol (que indica que a nota localizada na segunda linha é o Sol); Clave de Dó na primeira linha (que indica que a nota localizada na primeira linha é o Dó); Clave de Dó na segunda linha (que indica que a nota localizada na segunda linha é o Dó); Clave de Dó na terceira linha (que indica que a nota localizada na terceira linha é o Dó); Clave de Dó na quarta linha (que indica que a nota localizada na quarta linha é o Dó); Clave de Fá na terceira linha (que indica que a nota localizada na terceira linha é o Fá) e Cave de Fá na quarta linha (que indica que a nota localizada na quarta linha é o Fá)

Escala Natural
Uma escala é uma sucessão de sons. A escala natural é aquela que não possui nenhuma alteração, ou seja, em sua estrutura só existe as sete notas naturais: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si; .
A estrutura da escala natural possui dois tipos de distâncias intervalares: o tom e o semitom. Por isso essa escala pode ser chamada de diatônica. Entre as notas dó e ré; ré e mi; fá e sol; sol e lá; lá e si, existe a distância de um tom, enquanto entre mi e fá e si e dó, a distância é de meio tom, ou um semitom.

A escala cromática

A escala cromática, diferentemente da natural, divide uma oitava em doze sons. Para isso são adicionados semitons entre as notas que distam um tom entre si. Portanto entre dó e ré; ré e mi; fá e sol; sol e lá; lá e si, será adicionado um som. Esses novos sons serão representados por meio dos sinais de alteração. Existem cinco sinais de alteração, por ora só abordaremos dois: o sustenido (#) que eleva um semitom na altura de uma nota, e o bemol (b) que abaixa um semitom na altura de uma nota. Portanto a escala cromática terá todas as distâncias entre as notas iguais a um semitom. Veja na figura 13 a escala cromática na ascendente escrita com sustenidos e na descendente escrita com bemóis, reparem que as alterações são escritas à esquerda da nota:

A escala natural e a escala cromática nos mostram que existem dois tipos de semitons diferentes: o semitom diatônico, que envolve duas notas de nomes diferentes; e o semitom cromático, que envolve duas notas de mesmo nome. Observamos ainda, na escala cromática, que existem notas de nomes diferentes, mas de mesma altura, essas notas chamamos de notas enarmônicas.

Numeração das oitavas

Dizemos que um som é oitava acima de outro quando ele tem o dobro da altura, ou que ele é oitava abaixo quando tem a metade da altura. Por uma série de razões esses sons que tem a relação de dobro ou metade, recebem o mesmo nome de nota. Sendo assim um som que dobra a altura de uma nota Dó também será chamado de Dó, e o som que tiver a metade

Da altura dessa nota Dó também se chama Dó.
O nome oitava surgiu porque se passam oito notas entre o primeiro som e sua oitava (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó). Como utilizamos em músicas várias oitavas tornou-se necessário a numeração dessas notas que tem o mesmo nome para não haver confusão em relação a suas alturas, segue-se na figura 16 algumas oitavas numeradas em duas pautas com a clave de Fá na quarta linha (na pauta de baixo) e com a clave de Sol (na clave de cima).

As notas no braço da guitarra:

A guitarra é um instrumento transpositor de oitava, ou seja, todas as notas soam oitava abaixo do que estão escritas. vemos distribuídas no pentagrama as notas relativas às cordas soltas da guitarra.
Portanto, a afinação da guitarra (som real) é: Primeira corda: mi3; Segunda corda: si2; Terceira corda: sol2; Quarta corda: ré2; Quinta corda: lá1; Sexta corda: mi1. Porém escrevemos (em clave de sol): Primeira corda: mi4; Segunda corda: si3; Terceira corda: sol3; Quarta corda: ré3; Quinta corda: lá2; Sexta corda: mi2.
Na figura 18 e podemos conferir a escala cromática (ascendente e descendente) na primeira corda.

A duração será a segunda propriedade que abordaremos. Para isso temos de conhecer as figuras rítmicas.

Como vimos no quadro anterior, existem sete figuras rítmicas: a semibreve, a mínima, a semínima, a colcheia, a semicolcheia, a fusa e a semifusa. Sendo que a semibreve é a mais longa e a semifusa a mais curta. Cada uma das figuras rítmicas (ou figuras positivas) tem uma pausa (ou figura negativa) correspondente. É muito importante entender que AS FIGURAS NÃO TÊM VALOR DE TEMPO DEFINIDO, ao contrário do que pode se pensar. O valor de tempo de cada figura é definido pela fórmula de compasso, ou seja, uma figura pode ter valores de tempo diferentes em fórmulas de compasso diferentes. Porém cada figura vale a metade do valor de tempo da figura anterior, e, conseqüentemente, o dobro do valor de tempo da figura posterior. Portanto podemos definir a proporção entre as figuras: em qualquer fórmula de compasso, a semibreve é a figura mais longa, como a mínima vale a metade do valor da semibreve, são necessárias duas mínimas para ocupar o mesmo espaço de tempo de uma semibreve; o mesmo espaço de tempo pode ser ocupado por quatro semínimas, ou por oito colcheias, ou por dezesseis semicolcheias, ou por trinta e duas fusas, ou ainda por sessenta e quatro semifusas. Esses números (1, 2, 4, 8, 16, 32 e 64) mostram a proporção entre as figuras, e as representarão nas fórmulas de compasso.

Compasso
O compasso é a divisão da música em partes de iguais ou diferentes durações. Seu tamanho é definido pela fórmula de compasso, e seu começo e seu fim é determinado pela barra de compasso.

A fórmula de compasso é formada por dois números em forma de fração (porém sem a barra de divisão entre eles). Ela determina qual figura que vale um tempo (unidade de tempo) e quantas delas cabem em um compasso. O número de baixo mostra a unidade de tempo (qualidade), ele deverá ser um dos números que representam as notas pela proporção (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64). O número de cima mostra a quantidade de unidades de tempo que cabem em um compasso. Uma formula de compasso 2/4, terá duas semínimas (figura rítmica que é 4 vezes menor que a semibreve) a cada compasso. Portanto a fórmula de compasso (em compassos simples) mostra como é a divisão de um compasso.
Os compassos binários têm o primeiro tempo forte (acentuado) e o segundo tempo fraco; os ternários têm o primeiro tempo forte e os dois seguintes fracos; o compasso quaternário tem o primeiro tempo forte, o segundo e o quarto fracos, e o terceiro semiforte.
Os compassos mistos são aqueles que misturam dois ou mais compassos. Se somarmos um compasso 2/4 a um 3/4 teremos um compasso misto 5/4, que teria o primeiro tempo forte, o segundo o quarto e o quinto fraco e o terceiro (onde se iniciaria o 3/4) semiforte. Esse mesmo compasso (5/4) poderia ter o quarto tempo semiforte, ao invés do terceiro. O que indicaria que o primeiro compasso da soma seria o 3/4 e o segundo o 2/4.

Ligadura de valor:
A ligadura de valor é uma linha curva que liga duas figuras rítmicas unindo os seus valores de tempo. Podemos ligar figuras de valores iguais ou diferentes que estejam em um mesmo compasso ou não. Só podemos usar a ligadura de valor em notas de mesma altura.

Ponto de aumento:
O ponto de aumento é um ponto colocado à direita de uma nota acrescentando a ela a metade de seu valor de tempo original, por exemplo: uma semibreve pontuada tem o mesmo valor de uma semibreve ligada a uma mínima; uma semínima pontuada tem o mesmo valor de uma semínima ligada a uma colcheia. Chamamos a figura pontuada de figura composta.

Podemos adicionar a uma figura pontuada um segundo ponto de aumento, aumentando a metade do valor acrescentado pelo primeiro, por exemplo: uma semibreve pontuada é equivalente a uma semibreve ligada a uma mínima ligada a uma semínima.

Fórmulas de compasso compostas
As fórmulas de compassos compostas, são aquelas que utilizam como unidade de tempo uma figura composta (pontuada). Como só existem números proporcionais para representar as figuras simples, as fórmulas de compasso compostas vão mostrar como é a subdivisão do compasso, ao contrário das simples que mostram como é a divisão do compasso. Por exemplo, uma fórmula de compasso binária simples que utiliza a semínima como unidade de tempo (2/4), mostra que o compasso é dividido em duas semínimas. Já uma fórmula de compasso binária composta que utiliza a semínima pontuada como unidade de tempo, por não ter um número que represente a semínima pontuada, tem de mostrar a subdivisão do compasso, ou seja, cada compasso é dividido em duas semínimas pontuadas, e subdividido em seis colcheias, daí a fórmula de compasso será expressa com os números 6/8.

Subdivisões do tempo:
Como pudemos ver um compasso pode ser dividido em diferentes números de tempo (binário, ternário, etc..). Sendo que existem os tempos fortes, fracos e semifortes. Agora veremos que os tempos também podem ser divididos em duas (compassos simples) ou três partes (compassos compostos). Como é uma divisão dentro de outra, chamamos de subdivisão.
Tomemos como exemplo um compasso simples qualquer com a pulsação de semínima (ou seja, com a unidade de tempo representada pelo número 4) esta figura, que vale um tempo, pode ser subdividida em duas partes iguais representadas por duas colcheias. Por isso todo o compasso simples, não importando a sua divisão, tem a subdivisão de seu tempo binária. Esta duas partes são denominadas porções. A primeira é a porção forte do tempo, enquanto a segunda é a porção fraca.

Em um compasso composto, a unidade de tempo se subdivide em três partes iguais. Por isso os compassos compostos têm subdivisão ternária. A primeira é a porção forte do tempo enquanto as duas seguintes são as porções fracas.
O ritmo vai se formando através dessas relações com a unidade de tempo. A figura 36 mostra como um binário simples e um composto.

Andamentos:
Chamamos de andamento a velocidade de uma pulsação. Como vimos às fórmulas de compasso nos dizem como é a divisão do compasso e a subdivisão dos tempos, mas não indica o andamento.
O andamento pode ser indicado pela quantidade de pulsações que ocorrem em um minuto. Por exemplo: se escolhemos uma fórmula de compasso simples, tendo a semínima como unidade de tempo, e com um andamento em que ocorra um pulso a cada segundo, ao final de um minuto terão ocorridos 60 pulsações. Esse andamento pode ser definido como 60 bpm (batidas por minuto). Como a unidade de tempo é a semínima, igualamos a semínima a 60 bpm, como vemos na figura 37:

Os andamentos também podem ser indicados por termos que são, do mais lento para o mais rápido: Largo (40 a 54 bpm), Larghetto (54 a 66 bpm), Adágio (66 a 76 bpm), Andante (76 a 92 bpm), Andantino (92 a 108 bpm), Moderato (108 a 120 bpm), Allegro (120 a 144 bpm), Vivace (144 a 168 bpm) e Presto (168 a 208 bpm).

Intensidade
A intensidade é a propriedade do som que vai ser grafada pelos sinais de dinâmica. Dinâmica é a graduação de intensidade na execução musical. Quando um trecho musical é executado com pouca intensidade, dizemos que ele é piano, quando com muita intensidade, se diz forte.

A partir desses dois pontos de referencia, podemos montar uma escala de graduação de dinâmica numa escala crescente de intensidade.

 

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